Backtest da Fórmula Mágica no mercado brasileiro
Esta página roda a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt sobre as ações negociadas na B3 e mostra o resultado ao lado do Ibovespa e do CDI. O backtest é atualizado diariamente e os parâmetros estão fixos e declarados abaixo, para que qualquer pessoa possa reproduzir ou contestar o que está na tela.
Os parâmetros deste backtest
- Critérios de ranking
- EBIT/EV e ROIC, os dois fatores da Fórmula Mágica. O primeiro mede quão barata está a empresa em relação ao lucro operacional; o segundo, quanto retorno ela gera sobre o capital empregado. Cada ação recebe uma posição em cada lista e a nota final é a soma das duas.
- Tamanho da carteira
- 10 ativos, iguais em peso a cada rebalanceamento.
- Rebalanceamento
- A cada 21 dias úteis, aproximadamente um mês de pregão.
- Janela
- De 2 de janeiro de 2011 até o último fechamento processado. A data-base do dado utilizado aparece junto do resultado.
- Filtro de liquidez
- Volume financeiro mínimo, para excluir papéis em que a carteira simulada não teria como entrar ou sair sem mover o preço.
Como o backtest é construído
- Dados no momento da decisão
- Cada rebalanceamento usa apenas o que estava publicado naquela data, respeitando o prazo real de divulgação dos balanços. Usar o balanço de hoje para decidir uma compra de 2014 produz um retorno que ninguém poderia ter obtido.
- Sem viés de sobrevivência
- A base inclui empresas que deixaram de existir, foram deslistadas ou incorporadas. Rodar a estratégia apenas sobre quem sobreviveu infla qualquer resultado histórico.
- Mesma regra do começo ao fim
- Os parâmetros acima são os mesmos em toda a janela. Não ajustamos nada olhando para o resultado.
- O benchmark aparece sempre
- O retorno é exibido ao lado do Ibovespa e do CDI no mesmo período, com as métricas de risco (drawdown máximo e Sharpe). Retorno sem comparação não informa nada.
De onde vêm os números
Preços e volumes saem da série histórica oficial da B3 (arquivos COTAHIST), com ajuste por proventos, splits, grupamentos e bonificações calculado internamente. Os fundamentos saem das demonstrações financeiras entregues à CVM (ITR e DFP) e dos formulários de referência (FRE), consolidados por empresa e por classe de ação. O EBIT segue a definição de LAJIR do art. 3º, inciso II, da Resolução CVM 156/2022.
Este backtest é o comportamento histórico de uma regra, não uma recomendação de investimento. A NexAlpha não presta serviço de recomendação, consultoria ou gestão e não tem registro na CVM. Resultado passado não garante retorno futuro.
Para entender o método por trás deste backtest, leia Magic Formula e Factor Investing. Os dois indicadores usados estão explicados em EV/EBIT e ROIC.